Você sabe o que é piscina de borda infinita?


 

Não à toa o nome dado às piscinas cuja água parece sumir no horizonte é infinita. A sensação de amplitude obtida pelo transbordamento em uma das laterais estabelece mesmo uma conexão maior com o meio ambiente. Daí a importância de se ter uma paisagem tão surpreendente quanto o próprio desenho da estrutura para completar o conjunto. Haja vista alguns exemplos da galeria de fotos, abaixo. “O maior benefício desse tipo de projeto é a vista panorâmica. Ela confunde a água com o céu, o jardim, o mar e até as montanhas”, afirma Adriana Morávia, arquiteta. Mas não é qualquer terreno que suporta tal arquitetura. A profissional ressalta que o local deve ter, no mínimo, trinta metros quadrados de área

 

O efeito de imensidão é conseguido, na verdade, por meio de um truque realizado durante a construção da piscina. Uma estrutura mais baixa que a oficial (cerca de dois centímetros menor) é construída ao lado de onde haverá o transbordamento, criando um vão, de modo a receber a água excedente sem ser percebida. Um sistema de filtragem é instalado no fundo da calha para que a água captada possa voltar ao reservatório principal. “A construção terá ainda melhores resultados quando o terreno apresentar declive e a piscina ficar no lugar mais alto”, diz Vivi Cirello, arquiteta.

 

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Por segurança, a parede externa da calha deve ter cerca de vinte centímetros de largura, para que não haja riscos caso alguém decida sair da água por esse lado (o que não é indicado). “A estrutura de recuo é o ponto mais caro do projeto”, afirma a arquiteta Flávia Soares, que estima custo em torno de R$ 2 mil por metro quadrado nesse tipo de estrutura. Isto é, valor 15% acima do de um projeto de piscina convencional.

 

Outro aspecto a ser discutido no projeto é a escolha do material do tanque e do revestimento da parte interna. Especialistas recomendam que a estrutura seja de concreto armado, pois há resistência, durabilidade e pouca necessidade de manutenção. E na hora de comprar o revestimento, pense na relação custo x benefício. Os vinílicos têm preços acessíveis, fácil limpeza, várias cores e dispensam a aplicação de rejunte – além de funcionarem como impermeabilizante, reduzindo uma das etapas da construção. As pastilhas de vidro são vantajosas por terem várias tonalidades e um bonito efeito visual. Mas há desvantagens: preço elevado, grande quantidade de rejunte e exigência de mão de obra especializada.

 

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Existem ainda os modelos de cerâmica (com baixo custo e fácil aplicação) e os de porcelana, cuja vantagem é a baixa absorção de água e a resistência aos produtos químicos da limpeza. O revestimento da piscina também deve ter colorido adequado com a paisagem. “Verde e azul, por exemplo, são ótimos porque garantem a integração visual com a natureza. Já os tons de vermelho e preto são bastante ousados”, afirma Eliane Mesquita, arquiteta. A alternativa para conseguir mais opções de cores é investir nas famosas pedras naturais. As peças vulcânicas (Hijau e Hitam, por exemplo) trazem um aspecto esverdeado ou azulado, já a pedra mineira garante o tom amarelo na água.

 

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O efeito infinito ainda pode ser acentuado pelo contato de ao menos uma borda com o terreno (o que também ajuda na segurança) e pelo uso de revestimentos em cores semelhantes à da tonalidade predominante no ambiente. Isso significa que na presença do mar ao fundo, o ideal é abusar do azul escuro, já na da montanha, adotar algo esverdeado dará melhor resultado. O estilo de arquitetura da casa também deve ser observado e seguido no momento de estabelecer a estética da piscina. Entretanto, as especialistas ressaltam que o ar moderno repleto de geometria e linhas retas é o mais recomendado para obter o resultado desejado.

 

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