Cuidados com a piscina para evitar formação de criadouro da dengue


Piscinas abandonadas, sem o tratamento com cloro em intervalos quinzenais se tornam um potencial criadouro do mosquito. Quem vai viajar precisa deixar o imóvel sob os cuidados de um parente, amigo ou vizinho para que essa pessoa faça a manutenção periódica das piscinas, alerta o médico epidemiologista André Ribas Freitas, coordenador-técnico do Programa Municipal de Controle da Dengue.
 
“Piscinas só começam a apresentar risco de desenvolvimento do mosquito após 20 dias sem receber o cloro”, alerta. O uso de pastilhas de ação lenta, segundo Freitas, é uma solução adequada para equipamentos de lazer com água que irão ficar vários dias sem tratamento.
 
A condição sanitária do imóvel é de responsabilidade do proprietário ou de quem administra o bem, como as imobiliárias. “Se o imóvel está fechado para ser alugado, a responsabilidade da manutenção é da administradora”, frisa o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue. As queixas e denúncias referentes a possíveis criadouros devem ser encaminhadas ao canal de atendimento 156, que mensalmente recebe 50 queixas sobre criadouros.
 
Estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes, Construtores de Piscinas e Produtos Afins (Anapp) aponta a existência de 2 milhões de piscinas, com tamanho médio de 20 mil litros. Cada uma equivale a quatro caminhões-pipa de água.
 
Outro problema desconhecido pela maior parte da população é que a presença do cloro garante que os ovos do mosquito Aedes aegypti não eclodam. “O cloro ativo ataca a estrutura dos ovos. Em dez minutos de reação os ovos do mosquito são completamente destruídos”, explica.

O grande problema é que muitas pessoas viajam e deixam a piscina sem tratamento por mais de dez dias. Uma maneira de garantir a eficiência do cloro por mais tempo é o uso associado de pastilhas que oferecem elevada concentração de cloro e baixa solubilidade, ou seja, o princípio ativo é liberado lentamente.
 
O problema é que além de triplicar o valor da manutenção, já que o cloro responde por 80% dos custos do tratamento periódico, o local de lazer fica impróprio para banhistas até que os níveis do produto cheguem aos parâmetros próprios para uso. Além das piscinas, a água de cisternas também precisa de cloro. 
 
Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/02/capa/campinas_e_rmc/243169-cuidados-com-a-piscina-para-evitar-a-formacao-de-criadouros-da-dengue.html